quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Vigilantes protestam por atraso de salários em São Luís, MA

Manifestação ocorreu nesta quarta (7) na Avenida Castelo Branco.
Eles também exigiam no protesto os benefícios que estão atrasados.


De mãos dadas, eles formaram um cordão humano e fecharam os dois sentidos da Avenida Castelo Branco, no bairro São Francisco, na capital. O vigilante Nonato Viana disse que há três meses ele não recebe o benefício do vale-refeição. “Três meses. Eles não pagam o transporte, não pagam o vale-refeição. O vigilante falta e a empresa quer cobrar. A empresa não tem nem como cobrar isso aí”.
Durante a manifestação, os vigilantes exigiam a presença de representantes do Sindicato, e principalmente, da Secretaria Municipal de Educação (Semed).
Jailson de Almeida, que também é da categoria, revelou que não está ocorrendo comunicação entre a Semed e a empresa responsável pelo contrato dos vigilantes. “Fica nesse impasse. O secretário diz que já repassou o dinheiro para a empresa. A empresa diz que nunca recebeu o dinheiro daí. A gente quer os representantes da empresa junto com o representante da Semed para saber quem está falando a verdade”, desabafou.
Por conta do protesto congestionamentos se formaram nos dois sentidos da Avenida Castelo Branco e acabou causando incômodo na população da capital. Como foi o caso do cobrador de ônibus San Kayse Roca. 
Ele disse que o protesto atrasou todo o trajeto do seu trabalho. “Tem gente que está indo do trabalho para casa ou então da casa para o trabalho e aí prejudica uma parte. Os ônibus tudo parado aí e a gente também tem que entregar os horários”, reclamou.
Só uma hora depois, a polícia interrompeu a manifestação e liberou a avenida. Houve tumulto e alguns vigilantes invadiram a sede da Semed em São Luís.
O comandante do 8º Batalhão da Polícia Militar (8º BPM), major Fontenelle, disse que um dos manifestantes foi preso após quebrar uma vidraça da entrada principal da Semed. “Teve um dos vigilantes que não representa, de acordo com a categoria, que de repente usou de certa forma uma violência física ali no prédio e acabou quebrando uma vidraça da entrada principal. O mesmo vai ser conduzido até a delegacia e apresentado a autoridade policial civil, e ali ele deve responder pelo o excesso que cometeu”.
A polícia, a assessoria da Semed e uma comissão de vigilantes formada durante o protesto estiveram reunidos no auditório da Secretaria. Eles exigiam o recebimento dos salários atrasados.
O vigilante Franklin Lindoso que participou da reunião disse que nada foi reduzido e lamentou a sua situação com a proximidade das festas de fim de ano. “Está chegando o Natal e a agente vai passar novamente o Natal em uma situação complicada com a nossa família e a gente quer saber quem vai resolver essa situação”, finalizou.
Sobre a situação dos vigilantes, a diretoria da empresa responsável pelo contrato dos vigilantes confirmou que os salários estão com dois meses de atraso e alegou que é por falta de repasse da Prefeitura de São Luís. A empresa disse que está tomando as medidas legais para garantir o salário dos trabalhadores. Até o momento, a Prefeitura da capital não deu nenhuma resposta sobre o atraso no pagamento dos salários dos vigilantes.

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