A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) vai demitir, até o fim de outubro, 104 dos 232 vigilantes que fazem a segurança dos campi Uberlândia, Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, Patos de Minas e Monte Carmelo, no Alto Paranaíba. Os prestadores de serviço eram contratados da TBI Segurança, empresa responsável por prestar o atendimento de preservação patrimonial desarmada dos campi, e funcionários da universidade. Os demitidos já estão cumprindo aviso prévio.
A alteração na segurança foi uma das maneiras escolhidas pela UFU a fim de cumprir dois decretos federais que determinam o corte de custos de contratos nas instituições públicas da União. A reportagem do CORREIO de Uberlândia apurou que todos os contratos de serviços terceirizados da universidade sofreram cortes de 20%.
Conforme informou a Diretoria de Comunicação da UFU (Dirco), os vigilantes serão substituídos por porteiros. “Não tem redução de quadro, só alteração da estratégia de segurança”, informou. Ainda conforme a Dirco, no campus Santa Mônica, por exemplo, nove vigilantes faziam o patrulhamento a pé, agora quatro farão o mesmo trabalho, porém com uso de motos. Nos campi também deve ser instalado sistema de videomonitoramento, cuja licitação não tem prazo para acontecer e, segundo a diretoria, ainda não há recursos assegurados para este fim.
De acordo com a assessora jurídica da TBI Segurança, Valéria Luiza dos Santos, os desligamentos já estão sendo feitos para que a universidade reduza o efetivo de profissionais. “Fazemos os desligamentos com muita tristeza. Essa mão de obra já foi treinada e está capacitada. Se houvesse outras vagas, com certeza, seria incorporada”, afirmou.
Para coordenador de segurança, corte gera economia
Segundo coordenador de segurança da UFU, João Delfino Diniz, o corte no contrato de vigilantes representou uma economia de 17% nos valores gastos pela instituição. “Toda a redução é preocupante para gente, porém há necessidade de verba e preferimos garantir a manutenção do pagamento em dia das empresas que prestam serviço à universidade, realizando os cortes”, afirmou. O contrato antigo foi encerrado em setembro e o novo, com a queda no número de vigilantes, será iniciado em 1º de outubro.
Insegurança ronda campis e casos comprovam problemas
O debate sobre insegurança nos campi da UFU permeia a comunidade acadêmica há bastante tempo. o CORREIO de Uberlândia já noticiou o uso das instalações da universidade para o tráfico e uso de droga e ocorrências de roubos e furtos, principalmente no campus Santa Mônica, na zona leste de Uberlândia. Em setembro de 2015, uma estudante foi atacada em uma tentativa de estuproe em novembro do mesmo ano, uma funcionária foi agredida, amarrada e roubada quando fazia a limpeza de um dos blocos da universidade. Mais recente, o estacionamento de um dos blocos do campus Santa Mônica foi usado para esconder um veículo roubado.
Veja o que estudantes disseram sobre a insegurança nos campi à época do ataque a estudante:
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