quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Delegacias de Campinas estão sem vigilantes para material apreendido

Com contrato interrompido, policiais fazem a segurança de armas e drogas.
Sindicato dos policiais e especialista criticam medida adotada.


Delegacias da Polícia Civil de Campinas (SP) estão sem vigilantes terceirizados que cuidavam de armas e drogas apreendidas. Com a suspensão do serviço, os policiais civis é que fazem este tipo de atividade. “O sistema de vigilância foi interrompido há uma semana”, diz um policial.
Um dos locais afetados é o 1º Distrito Policial, no bairro Botafogo, que concentra o maior número de ocorrências registradas na cidade e fica ao lado da 1ª Delegacia Seccional e do Instituto Médico Legal (IML). Seriam dois vigilantes que teriam sido retirados do local, segundo informações da EPTV.
“O estado não consegue dar segurança a si mesmo, o que diria o cidadão na rua”, opina o especialista em segurança Ruyrillo  de Magalhães. Para ele, o reflexo será a redução de investigações e de inquéritos finalizados. A EPTV apurou que no 1º DP  os terceirizados não trabalham mais há uma semana.
O sindicato que representa os policiais civis informou que a falta de vigilantes terceirizados em postos policiais prejudica a apuração de crimes. “Quando um policial precisa fazer o trabalho que não é dele, ele deixa de investigar crimes”,  afirma o presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), Aparecido Lima de Carvalho.
Ainda segundo ele, a cidade registra um déficit de 200 policiais, o maior da história do município. No estado, o déficit seria de 8 mil policiais ao todo.


O que diz a SSP

A Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) informou, em nota oficial, que o contrato de portaria terceirizada não foi prorrogado e o atendimento está sendo prestado por "policiais civis que já faziam funções administrativas, sem prejuízo das atividades normais".




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