MP denunciou PMs que ocultaram suposto disparo acidental na Zona Leste. Irmão lembra que Alex era trabalhador e certinho: 'nunca bebia ou saía'.
A aposentada Francelina Veiga de Morais lembra todos os dias da morte do filho, o vigilante Alex de Morais, de 39 anos, atingido por uma bala perdida na cabeça durante a madrugada quando voltava do trabalho em Sapopemba, na Zona Leste deSão Paulo.
O crime ocorreu em 11 de outubro de 2015 e policiais militares que atenderam a ocorrência e registraram o caso como atropelamento. Imagens de câmeras de segurança e uma perícia nas armas levou a Justiça a decretar a prisão dos dois policiais. Eles foram acusados pelo Ministério Público por homicídio duplamente qualificado (por meio que resultou em perigo comum e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima) e por fraude processual (já que tentaram esconder a causa da morte).
Segundo a promotoria, um dos PMs admitiu mais tarde terrealizado o disparo acidentalmente enquanto perseguiam uma moto. "O motorista da viatura confessou ter feito o disparo com uma pistola calibre 380, que é uma arma proibida. Policial militar não pode usar arma particular no patrulhamento. Ele é canhoto e disse que a arma estava presa ao colete e o tiro aconteceu quando tentou segurar a arma para que ela não caísse", afirmou em novembro o delegado responsável pelo caso, Luiz Eduardo Aguiar Maturano. "Ele só queria saber de trabalhar e educar o filho dele, que tem 14 anos. Era o responsável pelo garoto, que agora faz tratamento psicológico", diz Aparecido. Francelina conta que estava dormindo quando soube que o filho tinha sido atropelado. Ao chegar ao Hospital Santa Marcelina, para onde o jovem foi socorrido, ela ouviu do médico outra versão. "O médico falou comigo que meu filho não foi atropelado e, sim, baleado. Ele falou que não quebrou um dedinho dele, não tinha nada, mas tinha um buraco na cabeça dele."
Para a mãe, o filho era um "menino perfeito, do bem" e que não merecia o ocorrido. "Ele era tudo para mim, educado e um bom filho. Eu quero que quem matou meu filho pague por isso", afirmou ela
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A família diz que convive com a dor e com o medo e que um julgamento deve ser marcado em breve com os acusados da morte do vigilante.
O irmão de Alex, o desempregado Aparecido, diz que o irmão "era uma pessoa direita, que nunca se envolveu com nada errado, era trabalhador e nunca bebia ou saía".
Segundo ele, o sobrinho perdeu a mãe quando tinha 4 anos e era Alex quem cuidava do filho.
"Minha mãe vive nervosa, não consegue comer, não consegue dormir. Tem uma filmação (imagens) que mostram os PMs atirando de longe e meu irmão cai no chão. Todo mundo que estava perto viu isso e tentaram esconder. Eles não dispararam sem querer. Estavam correndo atrás de bandido e meu irmão, por azar, passou perto na hora. Não era para ele estar lá", diz Aparecido.
O caso ocorreu na Rua Edgar Pinto Cesar, por volta das 2h50, após a vítima seguir em direção a sua casa depois de sair do trabalho em uma casa noturna na Zona Oeste da capital paulista. O vigilante tinha acabado de descer do ônibus e andava em direção a sua casa quando foi atingido.
A declaração de óbito diz que a vítima teve traumatismo crânioencefálico após ser atingida por um objeto perfurante contundente na cabeça. No entanto, os PMs contaram na delegacia que encontraram a vítima caída no chão e inconsciente após a passagem de uma motocicleta com dois homens em alta velocidade.
Vizinhos ouviram o barulho de um tiro sendo disparado. Testemunhas relataram ao G1 que os policias perseguiam a motocicleta quando dispararam um tiro que teria atingido acidentalmente o vigilante. Na sequência, um dos policiais desesperado teria declarado que “fez besteira”, de acordo com o relato da vizinhança.
O irmão de Alex lembra que eles raramente saíam juntos para conversar e que, naquele dia, Alex tinha lhe chamado "para tomar uma cerveja".
"Eu achei estranho, ele nunca andava comigo, e fiquei animado para sair com meu irmão. Ele me avisou que estava chegando de ônibus e falei que ia buscar ele no ponto, era próximo de casa. Ele respondeu que já estava chegando e morreu perto dali. Cheguei a tempo de ver a massa encefálica dele no chão caindo por causa do tiro. Foram eles mesmo que atiraram, afirma Aparecido.
O caso
O boletim de ocorrência feito pelos PMs no 69º Distrito Policial (Teotônio Vilela) não mencionam o ferimento na cabeça da vítima. Inicialmente, o caso foi registrado como lesão corporal culposa (quando não há intenção) e fuga do local do acidente.
Por esse motivo, a família voltou na delegacia e pediu a modificação no boletim de ocorrência. Como a solicitação não foi atendida, os familiares decidiram registrar o caso no 53º DP (Parque do Carmo) como morte suspeita. Na época, a PM informou que a Corregedoria instaurou um inquérito e que acompanhava o caso. Os dois PMs envolvidos na morte permanecem detidos no Presídio Romão Gomes
Trabalhadores denunciam irregularidades no pagamento de horas extras e precarização das condições de trabalho dentro da USP
Sem bebedouros e locais adequados para refeições, vigilantes de guaritas têm de comer, escondidos, junto ao lixo e improvisar seu mínimo conforto (fotos: Vanessa Maeji, Tatiane Ribeiro)
“Temos o mínimo de estrutura para trabalhar. Mas só o mínimo, mais nada”. Essa foi a declaração de Carlos*, vigilante de uma das portarias da Universidade, onde, explica ele, a limpeza é feita pelos próprios vigilantes. Isso ocorre também nas guaritas. “Se eu não limpo, fico na sujeira”, afirma Roberto*, responsável por uma das entradas de pedestres. Nas guaritas, não há água potável, as cadeiras estão em más condições e os funcionários terceirizados não possuem horário e local para almoço.
Pedro*, que trabalha em uma das guaritas, afirma que faz suas refeições de frente para o banheiro, escondido. Segundo explica, isso ocorre porque não há vigilantes suficientes para cobrir seu horário de almoço, os chamados “almocistas”. Augusto*, vigilante de guarita, diz que utiliza a copa dos departamentos próximos somente durante a semana, quando há almocistas. Aos finais de semana, ele se vê obrigado a almoçar atrás da guarita porque não há quem o substitua.
A própria estrutura das guaritas é alvo de reclamação dos vigilantes. O banheiro, onde eles colocam seus pertences, não possui armários e, em alguns, faltam prateleiras. A solução é improvisar: alguns vigilantes utilizam um bambu como cabideiro e colocam seus objetos pessoais em sacolas plásticas. Augusto relata que é comum aparecer aranhas nas roupas que ficam no banheiro. “Preciso chacoalhá-las todos os dias”, diz.
Extras
De acordo com alguns vigilantes, o pagamento de horas extras está irregular, principalmente na escala “quatro por dois” (quatro dias trabalhados por duas folgas), com 12 horas diárias. Devido a essas irregularidades, os funcionários se vêem obrigados a trabalhar no dia de descanso, a chamada folga trabalhada.
“Presencio com freqüência, no Instituto Oceaonográfico [IO], o funcionário terceirizado que está já está há 12 horas no serviço e precisa dobrar o turno porque um colega faltou ou foi realocado para outro posto”, afirma Valter Luis da Silva, funcionário do IO.
Edson José dos Santos, diretor do Sindicato dos Empregados em Empresas de Vigilância, Segurança e Similares do Estado de São Paulo (Seevissp), afirma que, em relação às horas extras, “temos hoje de oito a dez processos contra a Evik”, empresa responsável pela vigilância das portarias, guaritas e algumas unidades da USP. O JC ligou dez vezes para o diretor da empresa, João Palhuca, mas ele não fez declarações
Há casos de coordenadores de empresas de segurança atuantes na universidade que agrediram (verbal e fisicamente) seus funcionários. Os vigilantes que, de alguma forma, tentaram denunciar essas práticas, tiveram seus empregos ameaçados ou foram realocados. O diretor do Seevissp afirma que, em casos de remoção do funcionário para outro posto, não existe nenhuma forma de acionar judicialmente a empresa. Nos contratos, essa realocação está prevista.
Relação com a USP
Os vigilantes reclamam da falta de harmonia com a Guarda Universitária. Todos os vigilantes entrevistados disseram que existe perseguição por parte da Guarda. Alguns relatam, por exemplo, que mal podem se locomover no próprio posto. “Se eles [guardas universitários] querem que a gente fique aqui [desenha um quadrado no chão], a gente tem que ficar, mesmo que isso atrapalhe o trabalho”, afirma João*, que alega ter sido removido do seu posto por esse motivo.
Ronaldo Pena, diretor da Divisão Técnica de Operações e Vigilâncias da USP, nega que isso ocorra. “Creio que existe uma cobrança para que os serviços ocorram de forma adequada, nos padrões de qualidade que exigimos”, afirma ele.
Para Valter Luis da Silva, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), os servidores terceirizados não têm apoio da universidade para garantir seus direitos mínimos. Segundo ele, há uma segregação desses trabalhadores, que não recebem tratamento equivalente ao dos funcionários contratados diretamente pela USP. “Quando é funcionário direto, a gente vai e aciona a universidade e ela vai detectar essas condições precárias”, diz Silva, “já ele [funcionário terceirizado] tem de fazer uma reclamação para a unidade onde presta serviço e diz que não tem nada a ver com isso e é um problema com a empresa”. Procurada, a Reitoria não respondeu até o fechamento desta edição.
Exceção
A situação é diferente no Hospital Universitário (HU). As reclamações são levadas aos funcionários do hospital e, caso não sejam resolvidas, a própria administração encaminha-as para a empresa GSV, responsável pela segurança do local. Segundo Humberto*, funcionário da GSV, em outras empresas “eles [os vigilantes] vão falar com o supervisor ou inspetor, que não estão nem aí”.
Vaga de emprego: Vigilante descrição da vaga: Experiência comprovada na função, com a ata. Para segurança patrimonial; escala 12 x 36 salario: 1.343,00 + vt + tr obs: Currículos anexados não serão analisados, serão desc...
Média salarial do mercado: R$ 963,00 a R$ 1.685,00
Rio de Janeiro/RJ
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Vaga de emprego: Vigilante empresa de vigilância e segurança contrata: Salário: .1295,63 horário: Escala beneficios: Vt, ticket refeição (R$:18)ou alimentação local de trabalho: Volta redonda / resende / barra do pirai
Média salarial do mercado: R$ 963,00 a R$ 1.685,00
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Descrição da vaga/ requisitos:empresa de segurança patrimonial, localizada no rio de janeiro-rj, seleciona: Vigilantesrequisitos: Ata ou reciclagem em dia, ou com vencimento até outubro/2015. Indiferente : Salário: R$ 1....
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Constituída em 1929, a algar é um grupo empresarial empreendedor, que atua nos setores de ti/telecom, agro, serviços e turismo, oferecendo soluções que garantam valor para todos de maneira simples, sustentável, inovadora...
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De acordo com a função requisitos: Ensino médio completo, reciclagem em dia, experiência anterior em lider ança como vigilante, disponibilidade de horário, morar em cajamar, francisco morato, franco da rocha, santana de...
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Salário: A combinar local da vaga: São paulo - sp área: Segurança pessoal / patrimonial nível:operacional horário de trabalho: A combinar atividades profissionais: Atuar como vigilante que zela pela guarda do patrimôni...vaga de parceiro do BNE
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Vigilância patrimonial cuidar das dependências do cliente, reportar todos e quaisquer incidentes que ocorram durante o turno afim de minimizar qualquer situação diferenciada no ambiente de trabalho. Requisitos: Bom humor...
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Empresa segurança privada está com 2 vaga(s) em aberto para mogi mirim / sp. Controle de acesso. Ronda perimetral. Vigilância e preservação do posto. Preencher livro de ocorrência, quando necessário. Comunicar ao supervi...
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G4s vanguarda segurança e vigilância ltda. Está com 1 vaga(s) em aberto para campinas (distrito de sousas).responsabilidades: Funções pertinentes ao cargo.requisitos: Necessário curso de formação e reciclagem de vigilant...
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Empresa suprema segurança patrimonial, está contratando vigilantes pcd (pessoa com deficiência) está com 2 vaga(s) em aberto para campinas.responsabilidades: Uso nextel, atendimento telefônico, controle de acesso de pess...
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Empresa de segurança está com 2 vaga(s) em aberto para jundiaí / sp.responsabilidades: Controle de acesso. Ronda perimetral. Vigilância e preservação do posto. Preencher livro de ocorrência, quando necessário. Comunicar ...
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Confidencial. Está com 2 vaga(s) em aberto para campinas / sp.responsabilidades: Funções pertinentes ao cargo.requisitos: Disponibilidade para escala 12×36, vaga masculina. Residir em campinas e hortolândia. Necessário c...
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Confidencial. Está com 2 vaga(s) em aberto para distrito de sousas.responsabilidades: Funções pertinentes ao cargo.requisitos: Vaga masculina. Disponibilidade para escala 12×36, estar com curso de formação e reciclagem d...